domingo, 21 de junho de 2009

Maratona Lafões 21 Junho 2009

Mais uma vez desloquei-me a São Pedro do Sul, para participar na 1ª Maratona de Lafões, organizada pelo grupo GingasBTT. Depois da interessante experiência do Uphill , desta vez o objectivo foi trepar até São Macário, e conhecer as descidas para o Bioparque. Á partida estavam muitas caras conhecidas do BTT da região de Aveiro, entre mais de 300 participantes.
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O inicio da prova foi rolante, com subidas ligeiras, acompanhei algum tempo a malta do MK Makinas de Tábua, entretanto já tinham passado
em grande velocidade o Hernani dos Cagaréus e o Faisca dos Angarnas .

Foi na aldeia de Adopisco aos 17.5km que começaram as dificuldades, com o inicio do desafio do dia. Foram 6km muito difíceis até à típica aldeia de Macieira, o calor já era muito e as subidas muito íngremes, acompanhei durante algum tempo a simpática Sónia do BTT Gafanha da Nazaré até ao 1º reforço. Aos 27.5km cheguei ao cruzamento de São Macário, esse troço foi feito em alcatrão o que facilitou um pouco.

O percurso seguiu mais um pouco por alcatrão, antes de subir às eólicas e seguir ao longo do planalto. Foi a minha parte preferida, com algumas descidas rápidas e técnicas, devido à muita pedra. Mais a frente encontrei 2 rapazes que tinham saído às 6h da Feira, para vir conhecer a aldeia de Drave, grande espírito de aventura destes jovens!

Após a divisão dos percursos, segui como planeado para a maratona, ao longo de um troço espectacular, até perto da aldeia da Coelheira. Depois entrei na descida que me tinha levado a fazer esse percurso, mas fiquei desiludido, o piso de areão cheio de regos exigiu muito esforço e concentração e foi com cansaço que cheguei ao reforço do Bioparque.

O percurso ao longo do Bioparque foi muito duro, o calor era imenso e não soprava vento nessa zona, depois foi uma sucessão de caminhos florestais e aldeias, até surgirem uns espectaculares single-tracks, um dos melhores momentos do dia, tive de parar para descansar no final, tamanha foi a exigência técnica e física dos mesmos.

Depois foi rolar até às termas de São Pedro do Sul, entrar na antiga linha do comboio e finalmente chegar ao final. Quase a chegar ao carro, ouvi o pessoal a chamaram-me, tinham mudado a meta para um largo onde o acesso era umas escadas muito íngremes, e nem pensei 2 vezes, segui directamente para o carro e para os balneários para um longo e refrescante duche. Após alguma dificuldade em encontrar a cantina da escola, lá almocei com um companheiro de Vale de Cambra que tive o prazer de conhecer durante a maratona.

No final foram 67km, 1778m de acumulado ascendente, o percurso estava razoavelmente marcado, pena a cor das fitas pouco visível, os reforços bons, muitos pontos de água, excepto na parte final, muito pessoal em quase todos os cruzamentos, o almoço foi bem melhor que o do Up-hill, não percebi aquela meta instalada a seguir a uma escadaria íngreme, mas no geral a organização esteve bastante bem.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

MACIÇO DA GRALHEIRA 150km 11 Junho 2009

O desafio proposto para este ano da ida à Serra da Freita foi um potentissimo passeio de puro BTT percorrendo o maciço da Gralheira, utilizando um track que andava a desenhar há alguns meses.
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Às 7h da manha, eu, o Viriato e o Jorge arrancámos de Albergaria sob uma uma neblina que mais parecia chuva miudinha em direcção ao Gavião, subimos até aos 5 caminhos em ritmo calmo. O caminho para Dornelas e Sra. da Saúde foi o habitual, 20km com 716m de acumulado. Um pouco mais a frente atravessámos a Serra do Arestal, em direcção à aldeia de Chã.

Até à aldeia de Currais e Felgueira é sempre a abrir, é uma zona de planalto onde começa a aparecer a típica paisagem de serra, já com a Freita no horizonte. Logo a seguir a Felgueira subimos o habitual "caminho de calhaus", mais difícil que o normal devido às chuvas e vegetação abundante. A chegar à aldeia de Castanheira deparámos com a imponente cascata da Frecha da Mizarela, assim como o local das "pedras parideiras".

Após o reforço no miradouro da cascata seguimos para o Merujal e entrámos no fantástico trilho que circunda a Freita pela encosta norte, percurso já conhecido do raid do ano anterior.
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Foi ao chegar à casa do guarda junto a aldeia de Chão de Espinho que entrámos nos trilhos "novos", com o objectivo de conhecer as belas e rústicas aldeias de Espinhal, Adaufe, Espinheiro, e a fantástica aldeia de Cando, que era o principal objectivo desta travessia. Pudemos constatar que vivem 2 pessoas nesta típica aldeia, sem duvida um dos locais mais bonitos de Portugal.

Depois de Cando seguimos em direcção a Serra da Arada, e ao maior empeno do dia, com uma difícil subida em alcatrão e depois em terra, em direcção a aldeia da Coelheira, com passagem obrigatória no parque eólico da zona.

Após o reforço na tasca local, seguimos ao longo da serra, para as prometidas descidas do Uphill de São Pedro do Sul, mas antes tivemos de subir mais um pouco. A primeira parte da descida é um verdadeiro trilho de enduro, com muita pedra solta, o que exigiu grande perícia e esforço. Com São Macário à vista entrámos na segunda parte da descida, muito rápida e técnica, levou-nos até ao parque de merendas de São Pedro do Sul.

Após o reforço junto à abandonada estação, seguimos para Vouzela, para provar os famosos pasteis, a terra estava toda enfeitada para a procissão, e foi algo difícil entrar novamente no trilho tamanha era a confusão.

O percurso ao longo da antiga linha do Vouga foi feito com algum sacrifício, são muitos kms a rolar em plano, ligeiramente a subir até Oliveira de Frades, depois é sempre a rolar até Paradela, onde entrámos na ciclo via até à Foz do Rio Mau, seguindo depois para Albergaria.

O desafio saldou-se em 150km, 3052m de acumulado e hora de chegada a Albergaria às 21h. Passámos por locais belíssimos e inesquecíveis, num dia de BTT muito duro, onde o espírito de grupo e amizade ajudou a ultrapassar as dificuldades, foi enorme a satisfação de ter chegado ao fim com o objectivo inicial cumprindo. Venha o próximo....

sábado, 6 de junho de 2009

MADE IN JAPAN Maio/Junho 2009

Nestes últimos quinze dias estive em viagem pelo país do sol nascente, mas não foi por isso que deixei de dar umas voltinhas de bicicleta.

Em Tóquio fiz uma City Tour sozinho com ajuda do GPS, foram 47km que demoram uma boa parte do dia, percorri os locais mais emblemáticos da enorme cidade. Em Quioto a volta foi com a Catarina, fizemos 23km num dia e e cerca de 6km no ultimo dia.
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Mais do que as palavras, deixo aqui o link de algumas das muitas fotos que tirei, foi uma viagem inesquecível por um país e uma realidade completamente diferente da nossa, as pessoas são de uma educação exemplar, as ruas não têm lixo, a condução automóvel é absolutamente civilizada, não vi um único acidente!

Os passeios têm todos rampas para bicicletas, as passadeiras faixa especial para bikes. Em Tóquio o principal meio de locomoção é o gigantesco metro, parece uma cidade subterrânea, mas à superfície toda a gente anda de bicicleta, mesmo que esteja a chover, empregados de escritório de fato e gravata, mães com cadeirinha atrás e outra no guiador, para além da indispensável cesta a frente.

Na minha incursão por Tóquio passei numa loja de bicicletas de 6 andares, parecia o paraíso das bikes, os Japoneses gostam muito de marcas italianas, tinha lá de tudo...A minha pasteleira tamanho super pequeno portou-se a altura, as mudanças Nexus da Shimano funcionam bem, foi giro percorrer uma das ruas mais movimentadas de Tóquio a hora de almoço, e conseguir circular pelo meio da multidão sem tocar em ninguém, um civismo espectacular.

O Japão é um pais com locais muito bonitos, claro que os subúrbios industriais não o são em lado nenhum, qualquer campo de cultivo serve para plantar arroz, Quioto é a cidade dos templos, tem uma vertente turística bastante interessante. Apesar das muitas horas de viagem (cerca de 24h), penso que vale a pena visitar o Japão, e quem sabe lá voltar...